
E a saga de ir ao cinema continua.
Ontem, na sessão de Verônica, estava todo feliz porque o cinema estava bem vazio - apesar de achar péssimo para o cinema nacional - e os poucos caboclos e caboclas estavam espalhados pela sala, com seus baldes de pipocas e celurares fosforescentes.
Mas eis que chega um negão bonito, senta na minha frente, e tira da bolsa um desses aparelhos tecnológicos que nem sei o nome - pois ainda sou do tempo do telex - e não é que fica assistindo show da Amy Winehouse em plena sala de cinema???
Vi todos os traillers com o som irritante do aparelho - não da Amy, que adoro - porque apesar do fone, o som escapava dos ouvidos do dito. E mesmo quando começaram os créditos, que saõ bem legais, a Amy ainda estava gritando e aquela luz do visor estatelando.
Bufei, pensei, com tremenda preguiça, em me mudar de lugar, mas ele por fim desligou o aparelho e guardou na bolsa.
Mas é claro que uma pequena irritação já tinha se infiltrado em mim e só foi findando à medida em que corria com André Beltrão e seu rebento.
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