sábado, 4 de dezembro de 2010

longas brasileiros em 2010 (273)


Filmes brasileiros assistidos e revistos em 2010 no cinema, no DVD e na televisão.
(em 2009 - 315 filmes)

273 - Positivas (2009), de Susanna Lira ****

Existem alguns títulos que são muito felizes, pois conseguem sintetizar toda a idéia que há por trás de um filme. Como é o caso desse Positivas, de Susanna Lira, que focaliza um grupo de sete mulheres soropositivas que vivem em locais diferentes no país. E não é so pela menção direta à Aids, mas também porque todas elas são completamente positivas frente à doença e à vida, militando para dizimar o preconceito que envolve os portadores do HIV e os doentes. Elas vivem em Salvador, Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre, fazem parte do movimento Cidadãs Posithivas, e foram contaminadas pelos seus maridos, namorados e companheiros. Convivendo com o vírus há 8, 12, 15 anos, mostram que ainda que seja fatal, diagnóstico de Aids não é sinônimo de morte e que é possível levar uma vida com a dignidade resgatada em meio a tanto preconceito. Elas têm família, uma namorado, outra busca forças na fé e outras se divertem, cantam e dançam. E todas fazem de suas experiências militância, engajadas em campanhas de conscientização e de apoio, pronunciando palestras, fazendo corpo a corpo na rua para panfletar, e organizando ações do movimento. O documentário dá voz para que contem suas histórias, trazendo também para a cena familiares, amigos e companheiros, além de focalizar suas ações de conscientização. Ainda que os coquetéis prolongaram a vida dos infectados, todas deixam claro que seu uso não é um mar de rosas, pois há efeitos colaterais, além da exigência de uma discplina rigorosa no tratamento. Daí, alertam para o uso do preservativo, já que, inclusive, com os estimulantes sexuais, as relações também se prolongaram, com idosos também contaminando e sendo contaminados. E chamam a atenção para o principal motivo das mulheres se tornarem soropositivas: o tabu da exigência da camisinha em um casamento - "amor não imuniza", reforçam. Há relatos trágicos, como a de uma que se contaminou com o marido depois de 31 de casados; a de outra que foi se casar só aos 40 anos para se separar três meses depois e se decobrir contaminada pelo marido; e a da mãe que foi afastada dos netos pela filha. Só que o que poderia render relatos melodramáticos - e com toda a razão - jamais se resvala por essa chave, pois são guerreiras e, ainda que com dor e sofrimento, resolveram fazer do limão uma limonada. E, mais que isso, fazer de suas vidas uma postura política. Positivas é documentário que realmente tem o que dizer, e a direção de Susanna Lira é sempre respeitosa, sem jamais ser subserviente. Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Documentário pelo Júri Popular no Festival do Rio, o filme vem ganhando o país e o mundo, com exibições em vários estados e em festivais na França, Colômbia, Argentina e Uruguai.

Cotações:
+ ruim
* fraco
** regular
*** bom
**** muito bom
***** ótimo

serie grandes damas da tv (91)


Natalia do Valle.





Salve Salve!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

longas brasileiros em 2010 (272)


Filmes brasileiros assistidos e revistos em 2010 no cinema, no DVD e na televisão.
(em 2009 - 315 filmes)

272 - Vida de Balconista (2009), de Cavi Borges e Pedro Monteiro **1/2

Sorria, você está sendo filmado! Esse aviso está em todo lugar: nas lojas, no supermercado, no elevador. E é sob essa câmera, que parece ver tudo e nos deixar um tanto acuados, que a trama desse Vida de Balconista se desenrola - com direito à angulação característica e seu protagonista falando diretamente para ela. O filme é produzido pela Cavídeo Produções, originada de uma locadora descolada no Rio de Janeiro - a Cavídeo - pilotada por Cavi Borges e que funciona como nos bons tempos dos cineclubes: é possível encontrar filmes raros, curtas, e sempre dicas de quem conhece e ama o ramo. E não fica só nisso não, Cavi é também produtor e cineasta, com vários curtas no currículo e o longa L.A.P.A - co-dirigido com Emílio Domingos - sobre o universo do Hip Hop. Aqui, Cavi realiza mais um longa, dessa vez uma ficção, e outra vez dividindo a direção, agora com Pedro Monteiro - os dois também assinam o roteiro. O ator Mateus Solano, que ficaria depois conhecido nacionalmente com o sucesso da minissérie Maysa (2009) e da novela Viver a Vida (2009/2010), ambas de Manoel Carlos, é o protagonista. Ele é balconista do título, que durante um dia de trabalho recebe clientes com os mais variados perfis: o cinéfilo que não quer que a namorada, fã de Van Damme, pegue filme-porrada na sua ficha; a gordinha carente que quer mais carinho e atenção do que qualquer filme; o pernóstico que quer assistir títulos de países como Iraque e Estônia e nunca leva nada; o fiscal que quer intimidar no grito; a senhora adepta de hidroginástica que quer filme violento para depois tomar calmante e sonhar com seus ídolos; e por aí vai. Filmado em uma única madrugada em 2008 e tendo como cenário a própria locadora, Vida de Balconista é filme divertido que se utiliza do universo pop para construir suas referências estéticas e simbólicas - Quentin Tarantino, que foi balconista de locadora antes de cineasta e que trouxe muito de seu universo fílmico dali, é citado mais de uma vez, claro que de forma não necessariamente para se levar a sério, mas levando. E algumas citações são ótimas, como a brincadeira com o Cheiro do Ralo (2006), de Heitor Dhalia, com Paula Braum - atriz do filme e esposa de Solano, aqui como sua namorada. Mateus Solano tem carisma suficiente para segurar a peteca e dar um prumo para o desfile de personagens que poderiam cair facilmente na caricatura. Mesmo porque está à vontade no papel que desempenhou na série original concebida para exibição no celular. Vida de Balconista é filme que se assiste com prazer, ainda que ao final fique a sensação de que faltou algo, talvez pela escolha do foco nas situações do que propriamente nos personagens - o que bem na verdade faz até sentido, pois como o roteiro é inspirado nas situações acontecidas na locadora, a alta rotatividade de clientes não possibilitaria, necesserariamente, mais que isso.

Cotações:
+ ruim
* fraco
** regular
*** bom
**** muito bom
***** ótimo

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

longas brasileiros em 2010 (271)


Filmes brasileiros assistidos e revistos em 2010 no cinema, no DVD e na televisão.
(em 2009 - 315 filmes)

271 - O Poderoso Garanhão (1973), de Antonio B. Thomé *1/2

O Poderoso Garanhão não é o único filme de ficção com Waldick Soriano como ator - o anterior é Paixão de um Homem (1972), dirigido por Egídio Eccio; e nos últimos anos de vida, o cantor e compositor foi tema do documentário Waldick, Sempre no Meu Coração, que marcou a estreia da atriz Patricia Pillar como cineasta. Nascido no sertão da Bahia, Waldick debutou em discos em 1960, mas foi na década de 70 que atingiu o auge como um dos mais amados e controvertidos ídolos da música popular - seu maior sucesso é a canção Eu Não Sou Cachorro Não, lançada em 1972, que não só causou sensação nas rádios como também caiu na boca do povo e se tornou seu cartão de visitas. Além da música, Soriano tinha paixão também pelo cinema, e foi na figura do mítico Durango Kid que buscou inspiração para seu visual impactante de roupa preta e os indefectíveis óculos escuros. Nada mais apropriado para com essa pinta protagonizar filmes no gênero faroeste, como nesse O Poderoso Garanhão. Aqui ele é o hedeiro de uma fazenda, que volta para casa depois de 10 anos, após seu pai ser assassinado. O que ele não sabe é que o fazendeiro vizinho está de olho nas suas terras, e com sua inesperada chegada aposta todas as fichas na filha, que fora namoradinha dele na infância, para conseguir seu intento. Mas o confronto se dará mesmo é entre ele e o perigoso capataz do futuro cunhado, verdadeiro assassino de seu pai. Como no filme de Eccio, aqui também Soriano faz par romântico com Maria Vianna, que deixou de ser a lembrança infantil para personificar um bela mulher que adora tomar banho de cachoeira nua. Como a presença de mulheres despidas era fundamental no cinema da Boca, além dela há também a famosa zona da cidade, onde mais algumas outras mostram os peitinhos na cama ou mesmo na soleira da janela - mas tudo de forma muito pudica e bem distante dos decibéis de erotismo que as produções futuras iriam incorporar. O tipo machão de Soriano cai bem para o papel, ainda que seu personagem pedisse um ator mais jovem e ele já estava quarentão. O elenco coadjuvante conta com Adélia Coelho - a prostituta que sonha com o amor do herói - e com Heitor Gaiotti, parceiro habitual de Tony Vieira, e que nada de braçada no gênero. O Poderoso Garanhão - outro título apelativo e cheio de segundas intenções não confirmadas - faz referência ao faroeste americano e ao spaghetti italiano, com direito à gigantesca pedra ficanda em ampla planície e aos acordes de Ennio Morricone. Mas nem o argumento e roteiro de Luis Castellini e nem a direção de Antonio B. Thomé - e tampouco a atuação de Waldick - conseguem empolgar. Fica como curioso registro no cinema - além dos outros filmes citados - de um ídolo realmente popular.

Cotações:
+ ruim
* fraco
** regular
*** bom
**** muito bom
***** ótimo

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

longas brasileiros em 2010 (270)


Filmes brasileiros assistidos e revistos em 2010 no cinema, no DVD e na televisão.
(em 2009 - 315 filmes)

270 - Meninas (2006), de Sandra Werneck ***

A carioca Sandra Werneck é importante cineasta com trabalhos destacados já na década de 1970. Ou seja, muito antes do boom que comecaria a se delinear partir dos anos 80 e que chegaria ao auge na Retomada dos 90 para cá, quando muitas mulheres conquistaramm lugar merecido atrás das câmeras como diretoras - não só mais de curtas, mas também de longas. O começo foi como documentarista, mas é na ficção que vai ficar nacionalmente conhecida - Pequeno Dicionário Amoroso (1996); Amores Possíveis (2000); Cazuza - O Tempo Não Pára (2004 - co-dirigido com Walter Carvalho). Com esse Meninas ela retoma o documentário ao focar sua lente para quatro garotas que moram nos morros cariocas. Além da geografia, elas têm em comum o fato de estarem grávidas na adolescência - Evelin - 13 anos; Luana - 15; Edilene - 14; e Joice - 15. Com profundo respeito pelo seu objeto, o filme dá voz a essas meninas que ainda há pouco brincavam de bonecas e agora têm na barriga - e depois nas mãos - filhos que mudarão suas vidas e abreviarão, drasticamente, um estágio de suas trajetórias. Meninas acompanha momentos do dia-a-dia delas desde os primeiros meses de gravidez até o nascimento dos bebês, trazendo para a cena também namorados, pais e avós. O pai do filho de Evelin é ex-traficante; Luana diz que planejou o bebê porque queria ter um só seu, já que sempre cuidou da irmã mais nova; já Edilene e Joice esperam filhos do mês pai. O filme já começa acachapante com fila de adolescentes que farão teste de gravidez em posto público e que ao fazê-los colocam os copinhos de plástico com xixi do exame perfilados no balcão. Daí, acompanhamos as quatro focalizadas e o que elas pensam sobre a vida e como ela será com a responsabilidade precoce da maternidade. Adolescentes pobres e grávidas é uma realidade concreta não só nos morros, mas também em inúmeros bairros das periferias das grandes cidades. E não há campanha governamental ou não governamental ou grupos de discussões e de apoio que consigam dar conta dessa sangria - pois é lógico, o buraco é bem mais em baixo. Meninas, de Sandra Werneck, não aponta solução, apenas traz os sujeitos dessa história para a cena. São eles que simbolizam, em carne e sangue, todo um contingente alijado e vilipendiado socialmente. Como se fossem mesmo bucha de canhão para um destino miseravelmente anunciado. O filme faz esse recorte com elegância e sem firulas, olha as meninas e olha também quem e o quê estão ao redor delas sem fazer julgamento moral e que tais. Ali, pelo menos, elas deixam de ser apenas estatísticas - ainda que saibamos que estejam condenadas a própria sorte.

Cotações:
+ ruim
* fraco
** regular
*** bom
**** muito bom
***** ótimo

serie deusas (159)


Carole Lombard.





Nu!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

longas brasileiros em 2010 (269)


Filmes brasileiros assistidos e revistos em 2010 no cinema, no DVD e na televisão.
(em 2009 - 315 filmes)

269 - O Cafetão (1982), de Francisco Cavalvanti ***

Conteúdo e embalagem. Foi no cinema popular brasileiro da década de 1970, que o marketing - artesanal - criou asas e produziu publicidade sem se preocupar minimamente com a realidade do projeto. E não eram mauricinhos saídos de faculdades que levaram o intento a prumo não, mas os próprios realizadores - produtores e cineastas, com mãozinha também dos exibidores. Daí, uma série de títulos de filmes que nada tinham a ver com suas tramas e cartazes idem. Esse O Cafetão é um primor, pois ainda que o nome tenha sua razão de ser, um dos bandidões praticam a velha profissão, a peça publicitária é o oposto. O cartaz mostra mulheres nuas e os dizeres "Elas pagavam alto para viver no mundo da prostituição". Daí, o que se supõe? Bom, no mínimo, que o filme abrirá espaço para elas, as putas, talvez em história em que são exploradas pelo marmanjo do título. Certo? Errado. Ainda que as moças tirem a roupa bastante e sejam mesmo exploradas como bucha para canhão, na trama elas têm espaço quase nenhum - a não ser, despir-se, claro. Isso porque, na verdade, a história foca mesmo é o confronto entre duas gangues rivais para ver quem domina a bandidagem do pedaço, tendo ao centro um inesperado engraxate, sua gostosa patroa, e uma mais inesperada ainda mala recheada de tutu. Mas essa propaganda enganosa é algum problema? Que nada, O Cafetão é mais um dos deliciosos filmes policiais realizados nas décadas de 70 e 80 - ok, filmes policias foram realizados também em outras épocas, mas é necessário dizer que não com a estética suja, algumas vezes mambembes e altamente sedutores e criativos como nesse período. Aqui, Francisco Cavalcanti - bam bam bam do gênero - outra vez dirigiu e protagonizou, e sua parceira habitual e cheia de talento Madalena Silva escreveu o roteiro. Ele é o tal engraxate, que depois de um tiroteio mortal entre as guangues, fica com mala de dinheiro por acaso - e sem saber o que há nela - enquanto todos a procuram e torturam suspeitos aos quatros cantos, e ele tenta vendê-la nos brechós da vida. Cavalcanti faz ótima dupla com Zilda Mayo - e seu corpoão esfuziante - com quem é casado e passa fome, já que são pobres de marré-de-ci. Em ótima e inacreditável sequência - ou daquelas que só o cinema popular da época sabia fazer - ele pergunta se tem comida em casa, ela diz que não, pois ele não trouxe dinheiro, ele reclama a barriga vazia, e ela tira a roupa, deita na cama, e diz: vem! Com a cara mais safada do mundo e esfregando a barriga, ele responde: não sei se consigo, estou muito fraco. Hilário! Zilda Mayo, uma das mais amadas deusas da Boca Lixo está linda, como sempre, e sensacional como a nova rica que não sabe assinar o nome no hotel de luxo - "ih, esqueci de trazer roupa de cama", ela diz preocupada - e que distribui bisnaga de pão e sacos de leite para os antigos vizinhos dos barracões de tábua. Há também, claro, muito tiroteiro a torto e a direito, com lugar especial para a vedete da época, a metralhadora, que desfila na mão de cada bandido. O Cafetão é mais um exemplar do notável cinema de Francisco Cavalcanti, que nos deu outras pérolas de ação como O Porão das Condenadas (1979), e Horas Fatais - Cabeças Cortadas (1986).

Cotações:
+ ruim
* fraco
** regular
*** bom
**** muito bom
***** ótimo

segunda-feira, 29 de novembro de 2010


Filmes brasileiros assistidos e revistos em 2010 no cinema, no DVD e na televisão.
(em 2009 - 315 filmes)

268 - Os (As) Alegres Vigaristas (1974), de Carlos Alberto de Souza Barros

Episódio O Padre e a Modelo **1/2
Episódio Hollywood *1/2
Episódio Os Alegres Vigaristas **1/2

Baesado em peças de Marcos Rey, Os Alegres Vigaristas - que também é grafado como As Alegres Vigaristas - não foi só apenas dirigido por Carlos Alberto de Souza Barros, como também teve o roteiro e a montagem assinados por ele. Em cena, o universo muito particular de Marcos Rey, um dos grandes autores de nossa literatura que mais escreveu roteiros para o cinema, com seu divertido e perpicaz ohar para a classe média. Não é dos melhores filmes de Barros nem tampouco dos melhores a beberem na fonte generosa de Rey. Aqui, o grande destaque vai para o elenco, que demonstra o quanto o cineasta foi grande diretor de atores. A trupe é sensacional: Luiz Armando Queiróz, José Lewgoy, Iris Bruzzi, Martin Francisco, Amândio, Djenane Machado e Elza Gomes. O primeiro episódio, O Padre e a Modelo, coloca um Lewgoy engraçadíssimo de peruca e professor de teatro, que tenta fazer de Queiróz um grande ator. Esse, por sua vez, acaba incoporando tão verdadeiramente o personagem de um padre, que é tomado pelo próprio e acaba vivenciando confusões - sobretudo no encontro com uma fogosa Bruzzi, modelo que, pensando que o moço é religioso de verdade, o tentará a cometer o pecado da carne. Esse segmento passa de uma comédia mais rasgada para uma ambiência cheia de climas no encontro entre o casal, com direito à deslocada música de Mahler e um sedutor jogo de mentiras e verdades. Hollywwod é sobre o comerciante Martim Francisco que leva a balconista Fátima Braum para um motel afim de resolver o problema que lhe aflige: não consegue dar no coro com a esposa e nem com nenhuma mulher. Esse é o episódio mais fraco, ainda que conte com o talento de Martim Francisco, presença connstante no cinema dos anos 1970, e aqui com todo direito como protagonista. Já o terceiro, Os Alegres Vigaristas, é sobre o casal de namorados formado por Djanane Machado e Amândio, que protagoniza curiosa disputa: quanto tempo ele, que sofre de claustofobia, consegue ficar trancado dentro de um armário. Isso tudo porque a moça não quer ser pega pelo pai com o namorado no apartamento, um homem violento que, com certeza, exigirá o casamento dos pombinhos. Só que quem chega é Elza Gomes, a tia, que resolve passar uma noite com a sobrinha, para desespero de Amândio, que continua trancafiado. Amândio é ator e comediante de grande talento, e aqui encontra personagem feito sob medida. A química com Djenane Machado funciona perfeitamente - e faz a gente morrer de saudades dessa atriz. E por fim, Elza Gomes, a mais amada e endiabrada velhinha do cinema brasileiro. Os (As) Alegres Vigaristas é filme irregular, mas que tem seus momentos.

Cotações:
+ ruim
* fraco
** regular
*** bom
**** muito bom
***** ótimo