
Filmes brasileiros assistidos e revistos em 2010 no cinema, no DVD e na televisão.
(em 2009 - 315 filmes)
257 - A Santa Donzela (1978), de Flávio Porto +
Plínio Marcos é um dos dramaturgos mais viscerais do teatro brasileiro, em que o homem comum é focado em toda a sua crueza, com dramas humanos sem um pingo de cosmética. Já na TV, ficou eternamente marcado como o gaiato e esquentado Vitório, amigo do malandro Beto Rockfeller, personagem mítico de Luis Gustavo na novela homônima e revolucionária da Tupi, escrita por Bráulio Pedroso em 1968/69 - depois chegou também ao cinema em bom filme de Olivier Perroy em 1970. Não é a persona do Plínio do teatro e sim o da TV que o também ator Flávio Porto - ótimo como o Marinho de Adriana Prieto em Um Anjo Mau (1972), de Roberto Santos - trouxe para esse A Santa Donzela, que marcou sua estreia como cineasta. O filme é uma adaptação da peça A Morte do Imortal, de Lauro Cesar Muniz - que também assina o roteiro -, dramaturgo, novelista e roteirista veterano e de talento. Só que aqui não deu certo, ainda que talvez seja a direção de Porto que pôs tudo a perder ou mesmo a produção acidentada - segundo registro no Dicionário de Filmes Brasileiros, de Antonio Leão, e do de diretores Cinema da Boca, de Alfredo Sternheim, o filme - produzido pelo veterano Cassiano Esteves - teria se iniciado em 1971, mas terminado só em 78. Não há a graça pretendida, a denúncia irônica sobre o ridículo do poder das cidadezinhas com seus políticos, padres e figuras proeminentes não funciona, e a trama é um tanto atravancada. Plinio Marcos é um escultor contratado para esculpir a santa padroeira para procissão de boas-vindas para John Herbert, engenheiro que retorna à cidade para construir pista de vôo. Só que Plínio está mais interessado em bulir Wanda Stefânia, modelo da escultura e por quem é apaixonado, e que está prometida em casamento para Herbert. Com ajuda do amigo Jonas Bloch, ele fará de tudo para que a amada não se case, com direito a disfarces e muita mutreta. No elenco, Liana Duval tem boa atuação como a ex-vedete disfarçada de enfermeira, e Beatriz Berg como a tia carola de Stefânia. Flávio Porto voltou a direção só mais uma vez, com Nicolli, a paraóica do Sexo (1982).
(em 2009 - 315 filmes)
257 - A Santa Donzela (1978), de Flávio Porto +
Plínio Marcos é um dos dramaturgos mais viscerais do teatro brasileiro, em que o homem comum é focado em toda a sua crueza, com dramas humanos sem um pingo de cosmética. Já na TV, ficou eternamente marcado como o gaiato e esquentado Vitório, amigo do malandro Beto Rockfeller, personagem mítico de Luis Gustavo na novela homônima e revolucionária da Tupi, escrita por Bráulio Pedroso em 1968/69 - depois chegou também ao cinema em bom filme de Olivier Perroy em 1970. Não é a persona do Plínio do teatro e sim o da TV que o também ator Flávio Porto - ótimo como o Marinho de Adriana Prieto em Um Anjo Mau (1972), de Roberto Santos - trouxe para esse A Santa Donzela, que marcou sua estreia como cineasta. O filme é uma adaptação da peça A Morte do Imortal, de Lauro Cesar Muniz - que também assina o roteiro -, dramaturgo, novelista e roteirista veterano e de talento. Só que aqui não deu certo, ainda que talvez seja a direção de Porto que pôs tudo a perder ou mesmo a produção acidentada - segundo registro no Dicionário de Filmes Brasileiros, de Antonio Leão, e do de diretores Cinema da Boca, de Alfredo Sternheim, o filme - produzido pelo veterano Cassiano Esteves - teria se iniciado em 1971, mas terminado só em 78. Não há a graça pretendida, a denúncia irônica sobre o ridículo do poder das cidadezinhas com seus políticos, padres e figuras proeminentes não funciona, e a trama é um tanto atravancada. Plinio Marcos é um escultor contratado para esculpir a santa padroeira para procissão de boas-vindas para John Herbert, engenheiro que retorna à cidade para construir pista de vôo. Só que Plínio está mais interessado em bulir Wanda Stefânia, modelo da escultura e por quem é apaixonado, e que está prometida em casamento para Herbert. Com ajuda do amigo Jonas Bloch, ele fará de tudo para que a amada não se case, com direito a disfarces e muita mutreta. No elenco, Liana Duval tem boa atuação como a ex-vedete disfarçada de enfermeira, e Beatriz Berg como a tia carola de Stefânia. Flávio Porto voltou a direção só mais uma vez, com Nicolli, a paraóica do Sexo (1982).
Cotações:
+ ruim
* fraco
** regular
*** bom
**** muito bom
***** ótimo
+ ruim
* fraco
** regular
*** bom
**** muito bom
***** ótimo
Caro Adilson: queria muito ver esse filme. Onde você conseguiu?
ResponderExcluirMeu amigo,
ResponderExcluirFoi no santo Canal Brasil, sempre ele.
Abs
Pek,
ResponderExcluirUm filme da década de 70 com classificação +. Deve ser ruim mesmo...
Bjs.
Pois é, Noel.
ResponderExcluirDura decepção, pois sabe o quanto sou fã do cinema dos anos 70.
bjs