

Bendito Fruto, do Sérgio Goldenberg, de 2005, é um filme que eu adoro.
É um dos poucos filmes atuais, como é também O Céu de Suely, do Karim Ainouz, e são outros tantos do Carlos Reichenbach, em que a classe baixa é vista com respeito e ternura e não apenas afundada até a tampa em viôlência e sordidez.
Além disso tem um dos meus atores prediletos como protagonista, Otávio Augusto - grande ator, que merece protagonizar mais filmes - ao lado de duas ótimas atrizes, Zezeh Barbosa - um deslumbre, e Vera Holtz - maravilhosa como sempre.
E é de Bendito Fruto uma sequência que eu adoro.
Que é quando os personagens Edgar (Otávio) e Maria (Zezeh), que são patrão/empregada, mas também cachos, começam a dançar na sala. Ela coloca um vinil para tocar e o chama para dançar, e ele, que está enrolado em uma toalha, aceita o convite.
Daí, os dois dançam lindamente ao som de uma música deliciosa:
- Linha do Horizonte, com Azimuth, uma banda maravilhosa dos anos 70.
Inesquecível.
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