terça-feira, 4 de outubro de 2011

Zingu! 5 anos




A Zingu! comemora 5 anos com um dossiê duplo especialíssimo: O Autor e a Musa - Walter Hugo Khouri e Lilian Lemmertz.


Ele pelos 82 anos de nascimento; ela pelos 25 anos de morte.


Conseguimos levantar um material bacana, com críticas de todos os filmes do Khouri e de 20 dos 22 da Lilian. Além de entrevistas, depoimento, textos especiais e filmografias.


Tem também, claro, as colunas tradicionais, com muito artigo interessante.


Enfim, vale a pena dar uma olhada lá




terça-feira, 23 de agosto de 2011

zingu! 48 no ar




A Zingu! 48 está no ar.


Nesta edição, a revista está bem gordinha:


- Dossiê Ênio Gonçalves: uma homenagem aos 70 anos deste importante ator com longa entrevista, mais textos sobre 23 filmes, depoimento do cineasta Carlos Reichenbach, e filmografia;


- Especial Rodolfo Arena: já são 31 anos sem o talento desse grande ator. No especial, perfil, textos sobre 10 filmes de sua carreira, entrevista com Mário vaz Filho, e filmografia;


- Entrevista especial com Hernani Heffner - professor, pesquisador, restaurador e consevador de filmes na segunda e última parte de sua entrevista;


- Artigo: texto sobre As Meninas, de Emiliano Ribeiro, cineasta que nos deixou recentemente;


- Colunas: a censura em A Serbian Film, o crítico e professor Rafael Ciccarini, a música em A Dama do Lotação, À Meia-noite Levarei sua Alma, e as musas Mae West, Anna Ammirati e ydia de Paula.



E mais o anúncio oficial de dois novos e queridos redatores fixos na Zingu!: Edu Jancz e Ailton Monteiro.





quarta-feira, 13 de julho de 2011

zingu! de julho no ar



A Zingu 47, edição de julho, já está no ar.

Muitas atrações:

- dossiê com Tony de Souza (foto), cineasta surgido na Boca do Lixo com sete filmes no curriculo, mas todos eles praticamente inéditos - dois, inclusive, desaparecidos. Tem entrevista, filmes comentados e filmografia;

- entrevista especial com o professor, pesquisador, restaurador e conservador de filmes, Hernani Heffner;

- artigos reflexivos sobre datas comemoradas recentemente - dia do cinema brasileiro, dia da primeira exibição de cinema no país, e dia da imprensa;

- e as colunas: as influências sobre o público, uma reposta para uma pergunta complexa, o uso inesperado da música em filme de Eduardo Coutinho, e as musas Isabel Sarli, Fernanda de Jesus e Juliana Baroni.


Tudo aqui:


terça-feira, 21 de junho de 2011

20 mil pessoas na 6a Cineop




























A 6a Cineop encerrou programação na noite de ontem contabilizando público geral, segundo a assessoria de imprensa da Mostra, de cerca de 20 mil pessoas - foram 77 filmes, entre curtas, médias e longas, mais debates, seminários, encontros, lançamentos de livros, oficinas, exposição e shows.

Ontem foi a vez de conferir médias e curtas, dentre eles O Doce Segredo de Bárbara, de Paulo Augusto Gomes, e também o Cine-Concerto.

Gostei muito do curta de Gomes, sobretudo pelo foco em uma das mais talentosas atrizes mineiras: a hoje radicada em São Paulo, Yara de Novaes.


O filme, na verdade, teve inicio há mais de 20 anos.

Na época foi interrompido, e só agora concluído pela parceria de Paulo Augusto Gomes e o casal Fábio Carvalho e Isabel Lacerda - ele como produtor e fotógrafo, e ela como montadora nas filmagens atuais.

A trupe encontrou resultado interessante ao fazer um metafilme, intercalando imagens da época e novas filmagens com uma Yara 20 e tantos anos depois inquirindo a escritora do livro em que o filme foi baseado e também o próprio cineasta.

Yara de Novaes é esplendorosa, e aqui é filmada em muito de suas potencialidades.

Ótimo retorno ao set de Paulo Augusto Gomes, diretor do inesquecível Idolatrada (1983), um dos pontos altos da cinematografia mineira.


E ótimas presenças de Fábio e Isabel, na fotografia e montagem desse O Doce Segredo de Bárbara.




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Já o Cine-Concerto valeu, sobretudo, pela oportunidade de assistir no telão filmes de cineastas pioneiras, até então apenas lidas por esse escriba: as francesas Alice Guy-Blaché e Germaine Dulac; e a alemã Lotte Reiniger.


Foto Cine-Concerto: Leo Lara



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Mias informações:
http://www.cineop.com.br/

segunda-feira, 20 de junho de 2011

longas, médias e curtas na 6ª Cineop






Ontem, penúltimo dia da 6ª Cineop, foi hora de abandonar os debates e centrar fogo na exibição de filmes.


Como não poderia deixar de ser, o grande destaque foi Rico Ri à Toa, de Roberto Farias, em cópia estalando de nova.


Na apresentação, o cineasta alertou à plateia para o tom ingênuo filme, que arrastou multidões em seu lançamento.


Citou Belo Horizonte, dizendo que ele estreou na capital mineira no Cine Brasil - um dos maiores cinemas do país, que depois de tempos fechados, está prestes a virar centro cultural - e fez público de 10 mil pessoas em um só final de semana(ou domingo).


Daí, convidou o público a se transportar para o clima dos anos 50, mais especificamente 1957.



Nem foi preciso, de cara Rico à Toa seduziu a platéia, que se divertiu, sobretudo, com Zé Trindade, o protagonista ao lado de Violeta Ferraz.



Aliás, pouco registrado pela literatura cinematográfica pelo tamanho gigante de seu talento, Trindade finalmente vai encontrar o foco merecido, pois o professor Afrânio Catani disse na mesa de debate de sábado, que está escrevendo livro, em parceria, sobre o grande comediante.


Rico Ri á Toa sobreviveu, e muito bem, ao tempo, e ainda hoje, mais de meio século depois, mantém o frescor.



Em breve, comentários sobre o filme aqui no Insensatez.




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O filme exibido na sequência no Cine Vila Rica foi O Corte do Alfaiate, documentário dirigido por João Castelo Branco Machado, cineasta de curitiba.


O doc focaliza o ofício tradicional dando voz a alguns alfaiates de Curitiba, que falam sobre o universo deles: história, família, dificuldades da profissão.


O Corte do Alfaiate se detém sobre objeto interessante, mas o resultado do filme não fica à altura do mostrado.


Em breve, comentários sobre o filme aqui no Insensatez.




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As exibições da noite no Cine Vila Rica - e esse escriba entrou na sala às 18h20 e saiu à meia-noite - se encerraram com Série 6 de curtas, reunindo filmes de Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais.


Sessão irregular, os melhores momentos foram Praça Walt Disney, de Renata Pinheiro - que já conhecia; Magnífica Desolação, documentário de Fernando Coimbra que impressiona pelas imagens; e Filme Pornografizme, de Leo Pyrata, que na palavras divertidas do querido amigo cineasta, associou Godard e Galante.




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Na programação de hoje, destaque para a exibição do curta O Doce Segredo de Bárbara, do cineasta e amigo Paulo Augusto Gomes, e a cerimônia de encerramento com o Cine-Concerto Le Rendez vous du sam´di soir - série 3 sobre as pioneiras do cinema francês.


Programação completa aqui:


domingo, 19 de junho de 2011

cinema carioca e cinema baiano na 6ª Cineop
















Mais um dia de conferir debate na programação da 6ª Cineop. E eles são muitos, o que é uma ótima oportunidade para aprofundar conhecimentos de temas que permeiam esta edição.

A Chanchada no contexto dos anos 50 reuniu os professores e pesuisadores Afrânio Catani, Maurício Reinaldo Gonçalves e Sheila Schvarzman, em mesa mediada pelo crítico Sérgio Alpendre.

Se as chanchadas foram motivo de escárnio para boa parte da crítica e de intelectuais em sua época, esse panorama mudou bastante nas últimas décadas.

Daí, há hoje, felizmente, a circulação de muitas informações sobre este período do cinema popular carioca e seus personagens.

Daí também que nem sempre uma mesa de discussão sobre o assunto proporciona um avanço nessa rota.

A mesa foi muito bem conduzida por Alpendre, mas os melhores momento foram o de certo "enfrentamento" entre plateia e mesa.

E a plateia era qualificadíssima, ainda que reduzida, com a presença de nomes como Antonio Leão, Máximo Barro, Inácio Araújo, Oscar Maron e vários jornalistas.

Coube a Luiz Henrique Severiano Ribeiro, superintende do grupo Severiano, e Máximo Barro, montador de vários filmes da Atlântida, esses momentos de embate.

Luiz Henrique fez várias intervenções, e numa delas reclamou do termo "precário" utilizado por compenentes da mesa ao se referir à Atlântida, que o estudio disponibilizava de equipamentos modernos.

Scheila rebateu dizendo que não é o que a literatura conta, citou o montador Mauro Alice - que ela biografou na Coleção Aplauso -, que testemunhou essa precariedade quando foi trabalhar na Atlântida.

Com a insistência de Severiano, disse que os arquivos têm que ser abertos - e ele respondeu que já estão, na Cinemateca -, e que novas leituras terão que ser feitas.


Maximo Barro, que quase virou mais um componente da mesa, pois suas falas foram muitas e longas, ressaltou que é preciso pensar na Atlântida em dois momentos: a do surgimento, quando fundada por José Carlos Burle e parceiros, e a de 1946 em diante, quando a Severiano se torna um dos proprietários.

Mas não foi só aí que Máximo pontuou, contou histórias sobre Burle, Moacyr Fenelon, Muniz Vianna, Watson Macedo e muitos outros personagens.

Maximo se estendeu muitas vezes, limitando um pouco a participação de outros componentes da plateia, mas o que dizia era tão interessante que parecia ser difícil para Alpendre interrompê-lo.


A mesa de ontem foi daqueles que não dependem exclusivamente de seus componentes, mas que encontra uma plateia pulsante e com o que falar.

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Como a década focalizada desta 6ª Cineop é a de 50, com atenção paras as chanchadas, isso não impediu a curadoria de programar um filme contemporâneo ao cinema carioca, só que feito na Bahia e com temática completamente diversa.

Estou falando de Redenção, do GRANDE cineasta baiano Roberto Pires.

Realizado em 1959, Redenção foi o primeiro longa de ficção do cinema baiano, que com seus 57 minutos é apresentado como média na programação, mas é um longa na medição da época, segundo Petrus Pires, filho do cineasta presente na exibição.

Redenção sempre foi filme que esse escriba sonhava em assistir, e a oportunidade ontem realmente foi única, que foi assisti-lo pela primeira vez e em telão.

Protagonizado por Geraldo Del Rey e Braga Neto, o filme coloca em cena o encontro entre um psicopata e dois amigos - um deles em liberdade condicional, e o outro namorado de Maria Caldas, vítima do malucão - em breve comentários sobre o filme aqui no Insensatez.

A história é bem contada, mas o que chama atenção mesmo é o domínio de cena do cineasta, e, sobretudo, suas inovações técnicas: Redenção foi filmado em cinemascope, em lente criada por Pires.

Roberto Pires tem filmografia impactante, com títulos como A Grande Feira, Tocaia no Asfalto e a Máscara da Traição.

É cineasta de ponta, ainda que pouco reverenciado em sua magnitude.

Petrus está a frente de projeto de restauração de toda a obra do pai, o que é grande notícia.


Redenção já foi restaurado -cópia que assistimos ontem - e segundo Petrus era filme dado como desaparecido, até descobrir uma única cópia em 16mm.

Foto: Petrus Pires - Filme Redenção

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Na programação deste domingo:


- Cortejo da Arte, que reúne várias modalidades artísticas em caminhada pelas ruas de Ouro Preto;
- lançamento de livros, dentre eles: o Dicionário de Fotógrafos e o Dicionários de Astros e Estrelas, do pesquisador, e amigo, Antonio Leão; e Cachoeira de Filmes - O Cinema Humberto Mauro, do pesquisador, e também grande amigo, Ataídes Braga.

- Além dos longas, exibição de várias sessões de curtas, dentre eles Filme Pornografizme, de Leo Pyrata.

Toda a programação está aqui:

sábado, 18 de junho de 2011

debate, filme, show na 6ª cineop




"Quando comecei, a única coisa que sabia sobre cinema é que ele não começava com s". Foi assim que Carlos Manga começou sua fala no debate Carlos Manga, um Olhar Paródico, que tematizou sua carreira.



Claro que já foi, de cara, provocando risos na platéia, fato comum em sua presença espirituosa e cheia de energia e carisma nesta 6ª Cineop.

Em mesa ainda formada pelso cineastas Roberto Farias e Oscar Maron Filho, mais Luiz Henrique Severiano Ribeiro, o debate foi mediado por João Luiz Vieira.

Vieira é ótimo, mas sua atuação não foi tão estimulando como é sempre, e quase coube só mesmo a Carlos Manga os melhores momentos do encontro.

Seja quando discorreu sobre sua vida e como começou a carreira - em pouco tempo, já conhecendo as diferentes lentes de cinema -, seja relembrando filmes e personagens.

A menção a Oscarito é muito presente, que ele elenca ao lado dos grandes do mundo, como Chaplin e Tati, e sempre carregado de emoção.

Indagado sobre a produção atual do cinema brasileiro, Manga diz que reconhece a excelência técnica, mas sente falta do rosto brasileiro nesses filmes.

É claro que é um tema complexo, e o verso do poeta, "o Brasil não conhece o Brasil", poderia se aplicar à produção atual?

Bom, é tema para refletir.

O que é histórico é que lá nas chanchadas, quando o Rio era a capital federal, era aquela face que pontuava esse tal "rosto" nacional, e, parece, que o público, ou boa parte dele, se via refletido.

E o que é fundalmente histórico, é que aquela face teve nos desenhos de Manga, Macedo, Burle, Ramos, e tantos outros, projetada nas telas ficou eternizada em cinema popular iressistível e delicioso, mesmo passado mais de meio século.

Foto: Pedro Silveira

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À noite, em meio ao foco dos anos 50, tema desta edição da Cineop com as chanchadas e Carlos Manga, foi a vez de assistir a um filme contemporâneo: Malditos Cartunistas.

Dirigido por Daniel Garcia e Daniel Paiva, o filme é uma produção da caríoca Cavídeo.

Malditos Cartunistas é o tipo de documentário que se sustenta, quase exclusivamente, pela força de seus personagens.

E a fauna ali reunida é poderosa, com nomes como Jaguar, Ziraldo, Laerte, Angeli, Nanny, Adão, Silberman, Maurício de Souza.

Em breve, comentários sobre o filme aqui no Insensatez.

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Depois da programação toda, foi a vez de conferir a atração musical da noite: Orquestra Mineira de Brega.



Decepção total, em um programa que prometia.


O que se viu ali foi o que comumente se vê quando moços e moças voltam seus olhos - e no caso, mal canto - sobre o repertório popular de forma engraçadinha, sem a mínima compreensão sobre aquele recorte.

Boa parte do público parece ter se divertido, já eu não consegui ficar nem meia-hora.

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Na programação de hoje, daqui a pouco, duas ótimas opções:

- exibição de Redenção, de Roberto Pires, no Cine Vila Rica, filme que sempre quis ver.
- exibição de Nem Sansão Nem Dalila, de Manga, em plena praça.


Programação completa aqui: