sábado, 12 de março de 2011

longas brasileiros em 2011 (011)


Filmes brasileiros assistidos e revistos em 2011 no cinema, no DVD e na televisão.
(em 2009 - 315 filmes)
(em 2010 - 289 filmes)

011 - Meus Homens, Meus Amores (1978), de José Miziara ***

Em Meus Homens, Meus Amores, José Miziara reúne a cantora Rosemmary e a atriz Silvia Salgado como as protagonistas Miriam e Ana. Elas moram no mesmo prédio, são vizinhas de portas, e vez ou outra se encontram no elevador, onde sempre disfarçam o que sentem em conversas banais. Aparentemente, elas não têm nada a ver uma com a outra, a não ser o fato de que são estudantes em uma universidade. Porém, há mais semelhanças entre elas do que ambas possam supor. Miriam é uma jovem reprimida pelo forte moralismo da mãe, Bárbara Fázio, que se sente ofendida até com propaganda de preservativo. O canal de vazão que encontra para seus desejos eróticos é a pintura, nas quais invariavelmente pinta imagens associadas pela mãe a monstros. Já Ana é casada com Peter, Roberto Maya, um empresário ciumento e escroto que não a deixa trabalhar e a afasta cada vez mais de seus amigos e amigas. Miriam e Ana, até então duas mulheres que tinham na condição de vizinhas o único elo que as ligavam, vivenciarão momentos de clímax que reservarão para elas o mesmo destino. Mesmo que, ainda assim, quando se encontrarem mais uma última vez no elevador, pequenas mentiras e dissimulações sobre o que realmente estão vivendo voltarão a dar o tom em suas conversas. Meus Homens, Meus Amores está situado nos primeiros filmes de José Miziara, período marcado por dois grandes sucessos: Bem-Dotado – O Homem de Itu (1978) e Embalos Alucinantes (1979) – ambos estrelados por Nuno Leal Maia. A estreia do cineasta foi com Ninguém Segura Essas Mulheres (1976), filme de episódios em que assinou o roteiro e dirigiu o segmento O Furo – protagonizado por Jece Valadão e Nádia Lippi. Com Meus Homens, Meus Amores, Miziara dá seqüência à abordagem sobre o universo feminino que havia iniciado com O Furo e que estará presente em outros filmes que fará a seguir, como Mulheres do Cais (1979) e As Intimidades de Analu e Fernanda (1980). Em Meus Homens, Meus Amores, ele já demonstra pulso na direção, como havia feito nos dois filmes anteriores, o que lhe garantirá um lugar especial no cinema popular da Boca Lixo e de grande aceitação por parte do público. No elenco, Rosemmary está linda e bem como atriz, mas quem rouba a cena mesmo é Silvia Salgado, linda e perfeita como a amargurada Ana. Além delas há as boas presenças de John Herbert e Arlete Montenegro, e raríssima participação da atriz Susy Camacho no cinema.

+ ruim
* fraco
** regular
*** bom
**** muito bom
***** ótimo

serie deusas (166)


Amy Irving.





Nu!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

olha nós aqui

Caros,

Não abandonei o Insensatez.

Mas é porque me mudei de casa, e, parece, voltei para a idade das cavernas, pois estou sem computador, sem internet, sem TV a Cabo, sem telefone fixo.

Como no meio da mudança emendei duas viagens a trabalho, aí é que danou tudo.

Escrevo essa mensagem da casa de uma amiga.

Em breve, tudo voltará ao normal.

Abs

domingo, 30 de janeiro de 2011

38 mil pessoas na 14ª mostra de cinema de tiradentes


Com o anúncio de um público de cerca de 38 mil pessoas e os vencedores nas diversas categorias contempladas dessa 14ª edição, a Mostra de Cinema de Tiradentes encerrou ontem suas atividades, que teve como tema Inquietações Políticas .

Os Residentes (MG), de Tiago Machado, foi o grande vencedor do Prêmio Aurora, eleito pelo Júri Jovem e pelo Júri da Crítica.

Esse mesmo Júri da Crítica elegeu o curta Vó Maria (PR), de Tomás Von der Osten, como o melhor da edição.

Já o Júri Popular fez vencedores o curta Traz Outro Amigo Também (RS), de Frederico Cabral, e o longa Solidão e Fé (SP), de Tatiana Lohmann.

Traz Outro Amigo Também foi também vencedor do Prêmio Aquisição Canal Brasil.


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Balanço oficial

Segundo release de balanço da Mostra, essa 14ª edição apresentou o seguinte panorama em números:


"Além do público presente nas sessões, a Mostra Tiradentes certificou 322 alunos nas 12 oficinas oferecidas entes ano, também de maneira gratuita, além de receber mais de 100 profissionais no seminário Diálogos do Audiovisual, que promoveu 12 debates Encontro com a Crítica, Diretor e Público e 5 debates temáticos. Ao todo, foram mais de 700 convidados entre realizadores, pesquisadores, críticos, produtores e imprensa.

O evento também mexe com a economia local. Além das 138 pessoas na equipe de trabalho, foram contratadas mais de 200 empresas para a realização do evento e credenciadas 26 pousadas e 11 restaurantes da cidade."


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No último diada Mostra de Tiradentes, foram exibidos no Cine-Tenda dois filmes mineiros de destaque:

- Ex Isto, de Cao Guimarães
- O Céu Sobre os Ombros, de Sérgio Borges

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Ex Isto

Ex Isto, de Cao Guimarães, coloca João Miguel como um Rene Descartes que teria vindo ao Brasil na companhia de Mauricio de Nassau. Essa hipótese está no livro Catatau, de Paulo Leminski, que foi livremente inspirado pelo cineasta.

O experimentalismo característico do mineiro Cao Guimarães, diretor de filmes como A Alma do Osso e O Andarilho, encontra aqui momento ápice.

Ex Isto é absolutamente sedutor, com estética deslumbrante a serviço de um cineasta de talento, que desenha o mostrado em linhas de inteligência, ousadia e beleza.

E para isso, valeu-se de João Miguel, um dos maiores atores de sua geração, que aqui se entrega totalmente ao personagem - a interação coom pessoas reais em uma praça em Recife, onde dança ritmo local, e a nudez frontal na praia em meio a muita areia e esgares são alguns desses momentos luminosos do filme.

Em breve, comentários sobre o filme aqui no Insensatez.

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O Céu Sobre os Ombros

Grande Vencedor do último Festival de Brasília - Melhor Filme; Direção; Roteiro; Montagem; Prêmio Especial do Júri - O Céu Sobre os Ombros é daqueles filmes aparentemente pequenos, mas cuja impressão simples desaparece quanto mais pensamos sobre ele.

Ao trazer para a tela seus personagens e avançar sobre o clichê que acabaria por embaça-los, o filme cresce a nossa frente e nos faz um tanto íntimo deles.

Daí, vemos que uma transsexual que se prostitui em ruas escuras, um integrante da temida torcida Galoucura do Atlético, e um escritor outsider da noite urbana são muito mais do que qualquer categorização imediata faz supor.

O Céu Sobre os Ombros é filme que busca na sutileza pintar e falar de um complexo painel da natureza humana.

Em breve, comentários sobre o filme aqui no Insensatez.

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Eu e Meu Guarda-Chuva

Antes desses filme da noite, foi a vez de conferir na Mostrinha de Cinema, dedicada às crianças - que lotam a sala do Cine-Tenda ao lado de seus pais e acompanhantes - a exibição de Eu e Meu Guarda-Chuva, de Toni Vanzolini.

Baseado na obra homônima do Titã Branco Melo, Hugo Possolo e Ciro Pessoa, o filme coloca três amigos, um dia antes de começar as aulas em uma nova escola, em uma aventura cheia de correrias, sustos, e um certo terror provocado por um professor já morto - o terrível Barão - que sai do quadro para persegui-los.

Ainda que tenha fragilidade no ator-mirim protagonista e o uso excessivo de música em algumas cenas, Eu Meu Guarda-Chuva é produção saborosa para o público infantil - anos-luz dos projetos de consumo imediato de praxe para as crianças.

E, o melhor, também seduz os adultos.

Em breve, comentário sobre o filme aqui no Insensatez.

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Nesse último dia, oportunidade também para colher material para o site Mulheres do Cinema Brasileiro: entrevista com a produtora Leticia Friedrich.


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Foto:
- Solenidade de encerramento
Crédito: Pedro Silveira
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Mais informações:

sábado, 29 de janeiro de 2011

O filmaço transeunte e o lançamento de manifesto na mostra de tiradentes







Depois do bacanérrimo Os Monstros, dos Irmãos Pretti & Primos Parente, a 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes exibiu ontem o melhor filme dessa edição - quer dizer, até agora, pois ainda tem mais exibições hoje - :

- Transeunte, de Eryk Rocha.

Aliás, ontem foi uma noite especial para os longas, pois teve exibição também de outro bom momento da mostra: Riscado, de Gustavo Pizzi.


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Transeunte



Exibido no último Festival de Brasília - Prêmio (merecidíssimo) de Melhor Ator para Fernando Bezerra -, Transeunte é mesmo um filme especial dentro dessa recente produção do cinema brasileiro.

Muito se fala, em festivais e mostras, sobre um cinema-poesia, e aqui em Tiradentes já tivemos pelo menos dois belos exemplares: O Gerente, de Paulo Cézar Saraceni - filme de abertura da mostra- e agora esse novo trabalho de Eryk Rocha.

O filme foca seu olhar em Fernando Bezerra como um recém-aposentado, que nesse novo estado de coisas torna-se um observador atento do que lhe ocorre em volta, e, vez ou outra, protagoniza também seus momentos.

Com pinceladas de diálogo com o cinema de sua mãe, a cineasta Paula Gaetán - diretora dos belos O Diário de Sintra e Vida -, mas com assinatura toda própria - o uso do som é impressionante - Eryk Rocha fez de seu Transeunte um dos grandes momentos dessa 14ª Mostra de Tiradentes.

Em breve, comentários sobre o filme aqui no Insensatez.


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Vigias


Produção de Pernambuco, o doc Vigias, de Marcelo Lordello, foi exibido ontem dentro da Mostra Aurora.

O filme acompanha uma noite de cada vigia, ouvindo suas impressões sobre a profissão, a rotina e o papel que ocupam.

Em tom quase minimalista e com ótima fotografia do craque Ivo Lopes, Vigias não é filme que agrade facilmente qualquer tipo de platéia durante o mostrado, mas que alça seu relato em muitos tons acima ao seu final.

Em breve, comentários sobre o filme aqui no Insensatez.


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Riscado


A Cavídeo, de Cavi Borges, apresentou curta e longas aqui nessa 14ª edição, sendo esse Riscado o melhor momento da produtora aqui em Tiradentes.

Dirigido por Gustavo Pizzi, ele anunciou na abertura que sua protagonista, Karine Teles, não pode estar presente, pois ficou em casa cuidando dos gêmeos recém-nascidos - cineasta e atriz são casados.

Karine Teles é ótima surpresa, pois o filme está todo calcado em sua personagem e ela jamais deixa a peteca cair. Aliás, muito pelo contrário, ela é alma do filme, que conta a história de uma atriz que se vira para viver da sua arte e pagar suas contas.

Entre os ensaios de uma peça e animações contratadas de todo tipo - panfletagem a rigor, apresentação em aniversário e telegrama animado - ela busca seu lugar ao sol.

Em breve, comentários sobre o filme aqui no Insensatez.


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Manifesto


Ontem teve ainda balanço da Mostra com a coordenadora Raquel Hallak, momento em que um grupo de cineastas e profissionais do cinema lançou um manifesto que discute novas possibilidades e políticas para a continuidade de produção do cinema brasileiro.

O manifesto Carta de Tiradentes foi lido pelos atores Irandhir Santos - ator homenageado da Mostra - e João Miguel, e será entregue para as autoridades federais.

Assinaram a Carta nomes como Sérgio Borges, Felipe Bragança, , Eryk Rocha, Eduardo Valente, Marília Rocha, Maurilio Martins, Ivana Bentes, André Novais, Gabriel Martins, Vania Catani e Paula Gaetán.


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Fotos:
- Cineasta Erik Rocha
Crédito: Leonardo Lara

- Manifesto Carta de Tiradentes - Raquel Hallak - coordenadora da Mostra de Tiradente - e os atores João Miguel e Irandhir Santos.
Crédito: Pedro Silveira

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Para o site Mulheres do Cinema, foi a vez de fazer entrevista com a atriz Gisele Werneck, e gravar depoimentos com os cineastas Geraldo Sarno e Cacá Diegues.

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Hoje é o último dia da 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes, e dentre a vasta programação, exibição de Ex-Isto, filme experimental de Cao Guimarães; No Olho da Rua, de Rogério Corrêa, e O Céu Sobre os Ombros, de Sérgio Borges.

Haverá também, na solenidade de encerramento, o anúncio dos vencedores do Prêmio Aurora e do Júri Popular.

Mais informações:
http://www.mostratiradentes.com.br/

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Os Monstros é destaque de ontem na mostra de tiradentes.


Uma quinta-feira de muitas atividades aqui na 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

Para o site Mulheres do Cinema Brasileiro, entrevista com a cineasta Cláudia Mesquita e depoimentos do músico David Tygel, do produtor e cineasta Cavi Borges, e dos cineastas Alain Fresnot e Cláudio MacDowell.

Em breve, esse material estará disponível lá no site.

Já na programação de filmes, foi a vez de conferir duas produções.

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Os Monstros

A primeira foi Os Monstros, de Guto Parente, Luiz Pretti, Ricardo Pretti e Pedro Diógenes - os Irmãos Pretti & Primos Parente.

Se em Estrada para Ythaca, os amigos se reuniam para saudar um deles que morrera, agora nesse Os Monstros a amizade está, novamente, no centro do foco.

Isso porque um deles, um músico nada ortodoxo, é abandonado pela esposa e procura teto e afeto na companhia dos amigos - dois deles técnicos de som, e um guitarrista que chegará depois.

Um dos melhores filmes dessa edição da Mostra, Os Monstros diverte com a história desses amigos e faz uso absolutamente sedutor da música em sua trilha sonora.

As cenas ao som de cover de Djavan no barzinho e do amasso embalado por Veneno, com Marina Lima, são deliciosas.

O mais engraçado, no entanto, foi o que aconteceu no entorno.

Exatamente atrás de mim se sentaram uma senhora, uma mulher daquelas de 40 do Roberto Carlos, e três crianças/adolescentes.

Logo logo a senhora e a mulher de quarenta começaram a falar bem ali no pé do meu ouvido. Pedimos dilêncio, e nada. Daí olhei para trás, encarei-as, e uma delas não se fez de rogada: "Algum problema?", me perguntou.

Daí já pensei com os meus botões: fudeu! Vou ter que passar o filme todo com essa gente tagarela, já que o cinema estava cheio e eu não estava com nenhuma vontade de me mudar de lugar.

Só que aconteceu o inacreditável: a raiva virou diversão.

Isso porque a senhora já foi logo dizendo:

- será que vai aparecer muito monstrinho feio?

(ou seja, elas acreditavam piamente que iam ver um filme de terror)

Foi impossível não rir. E a risada aumentou na hora que um dos Pretti - que também atua - apareceu de perfil com sua barba longa e ela emendou:

- Esse deve ser o lobisomem.

Daí a pouco os meninos disseram: "nós vamos embora, se o filme for bom vocês nos contam depois".

Mas, é claro, isso não foi possível, pois vendo a narrativa não convencional, elas logo desistiram de ver monstros e deixaram a sala do cinema em debandada.

Em breve, comentários sobre Os Monstros aqui no Insensatez.

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Santos Dumont - Pré-Cineasta?

Santos Dumont - Pré Cineasta?, de Carlos Adriano, foi um dos filmes exibidos ontem na Mostra Aurora - o outro foi Os Residentes, de Tiago Mata Machado.

O doc é sobre a descoberta de uns carretéis de fotografia para exibição no mutoscópio - um dos mecanismos pré-cinematografo -, com imagem rara e inédita de Santos Dumont.

Daí, passamos a conhecer não só essa ligação de Santos Dumont com o cinema, como também da importância do mutoscópio para a época - o aparelho era muito adquirido para consumo doméstico.

Há, desde o início desse Santos Dumont - Pré Cineasta?, imagens do cineasta e pesquisador Bernardo Vorobow, que a gente não sabe muito bem o porquê de estarem ali - a não ser para quem sabia da ligação entre realizador e personagem -, chave que será decifrada apenas ao final do filme.

Em breve, comentário sobre o filme aqui no Insensatez.

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Foto:
- entrega de placa para equipe de Os Monstros.
Crédito: Pedro Silveira
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Hoje, dentre os inúmeros seminários, haverá mesa que vai reunir os cineastas Carlos Diegues, Geraldo Sarno e José Joffily - com mediação do crítico Inácio Araújo - com título de Vozes da Experiência, em que eles vão falar sobre o cinema brasileiro contemporâneo.

Ainda durante à tarde, lançamento das publicações Revista Filme Cultura - Edição 53 - nessa edição, está publicada lista de filmes do coração de diversas personalidades do cinema brasileiro, e eu tive a honra de participar;

e do livro Cinema de Garagem, de Dellani Lima e Marcelo Ikeda - segundo eles, um inventário afetivo sobre o jovem cinema brasileiro do século XXI.

Já na tela do Cine-Tenda, à noite, os filmes Transeunte, uma ficção de Erik Rocha; o doc Vigias, de Marcelo Lordello; e a ficção Riscado, de Gustavo Pizzi - no Cine-Praça será exibido o doc Copa Vidigal, de Luciano Vidigal.


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

noite de supremacia dos curtas na mostra de tiradentes


Aqui na Mostra de Tiradentes, sempre é mostrado um filme recente e outros em retrospectiva do homenageado.

Daí que de Paulo Cézar Saraceni foram exibidos tanto seu novíssimo O Gerente (2010), como o curta Arraial do Cabo (1959) e seu primeiro longa, Porto das Caixas. (1962).

Já de Irandhir Santos quase tudo é novo, pois tem apenas quatro anos de trajetória cinematográfica, ainda que nesse curto período já mostrou a que veio.

Ontem na retrospectiva foi a vez de conferir o recente Olhos Azuis (2009), de José Joffily, filme que passou batidíssimo em Belo Horizonte.

Gosto do cinema de Joffily, pois é fiel ao cinema de gênero - e filme policial é dos meus prediletos.

Olhos Azuis nos manipula o tempo inteiro, mas sua narrativa atrai sempre, nessa história de confronto entre os agentes da alfândega americana e os imigrantes - sobretudo latinos.

A força do elenco como um todo ressalta na tela: os brasileiros Irandhir, Cristina Lago, Branca Messina; os americanos David Rasche, Frank Grillo e Erica Gimpel; e a argentina Valeria Lorca.

Em breve, comentários sobre o filme aqui no Insensatez.

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Sertão Progresso

Na Mostra Aurora, a exibição ontem foi de mais um doc, Sertão Progresso, de Cristian Cancino, com foco em tema de alta combustão: a transposição do Rio São Francisco.

Rodado em dez estados, Sertão Progresso escuta os dois lados, prós e contras, personificados de forma mais direta em dois personagens: o então Ministro da Integração Nacional (2007-2010) Geddel Vieira Lima, e o Frei Luiz Cappio.

Cinema não tem nenhuma obrigação de ser aula de história - e nem deve ser. Mas confesso que sai do filme sem saber muito mais do que já sabia, ainda que seja impossível negar que jamais seja desinteressante.

Em breve, comentários sobre o filme aqui no Insensatez.

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Curtas
O maior destaque da noite foi mesmo a sessão de curtas da Série 3, da Mostra Foco.

Além da exibição do premiado curta Contagem - Melhor Direção no Festival de Brasília, dos amigos Gabriel Martins e Maurílio Martins, a seleção foi inspirada.

Aliás, assistir Contagem ontem foi quase uma primeira vez, pois a cópia em 35mm se impôs majestosa na tela do Cine-Tenda, aumentando ainda mais a qualidade desse curta da Filmes de Plástico - antes tinha visto apenas em digital.

A sessão contou ainda com A Peruca de Aquiles, de Paulo Tiefenthaler, um envolvente, tenso e bem-humorado encontro entre o mundo das drogas e o teatro;

o documentário Fogo.DOC, de Leandro Andrade, em que uma tragédia é visto com as cores de um Datena com humor - o menos inpirado na noite;

O Hóspede, de Anacã Agra e Ramon Porta Mota, filme em que um ET despenca em uma pousada na Paraíba chamada deliciosamente de Pousada Solaris, e enche de mistério sombrio a vida do proprietário do local;
a ficção paulista Naufrágos, de Gabriela Amaral Almeida e Matheus Rocha, em que a solidão na velhice e a saudade é vista por viés completamente inesperado;

e Praça Walt Disney, de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira, em que a aposta estética radiografa o espaço geográfico com inventividade.

Essa seleção foi mesmo especial - ainda que não esteja acompanhando as exibições de curtas, quem está encheu de elogios essa série de ontem. Portanto, acertei na mosca.


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Foto: entrega de placas para os diretores dos curtas
Crédito: Pedro Silveira
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Na programação de hoje tem mais Mostra Aurora, com a exibição de Os Residentes, de Tiago Mata Machado; na Mostra Vertentes será a vez de Os Monstros, de Guto Parente, Luiz Pretti, Ricardo Pretti e Pedro Diógenes, que faturaram o prêmio da Mostra Aurora do ano passado com Estrada para Ythaca; o doc Santos Dumont - Pré-Cineasta? - todos eles no Cine-Tenda.

Haverá ainda, no Cine-Praça, a exibição de O Último Romance de Balzac, do veterano Geraldo Sarno.