terça-feira, 31 de março de 2009

longas brasileiros em 2009 (3)


Longas brasileiros assistidos ou revistos em 2009 no cinema, em DVD e na
televisão.


26 - A Menina e O Estuprador, de Conrado Sanchez *****

27 - Profissão: Mulher, de Cláudio Cunha *****

28 - A Hora Mágica, de Guilherme de Almeida Prado ****

29 - Amores, de Domingos Oliveira ****

30 - Lua de Mel & Amendoim:
episódio Lua de Mel & Amendoim, de Fernando de Barros *** episódio Berenice, de Pedro Carlos Róvai ****

31 - Os Amores da Pantera, de Jece Valadão ***

32 - Os Bons Tempos Voltaram: Vamos Gozar Outra Vez:
episódio Sábado Quente, de Ivan Cardoso ***
episódio Primeiro de Abril **

33 - Elite Devassa, de Luiz Castellini ***

34 - Confronto Final, de Alonso Gonçalves ***

35 - Palácio de Vênus, de Ody Fraga ***

36 - Excitação, de Jean Garret ***


Cotações:
* fraco
** regular
*** bom
**** muito bom
***** ótimo


quinta-feira, 26 de março de 2009

série o ator e a personagem (5)


Sônia Braga é
Solange.








A Dama do Lotação (1978),
de Neville d´Almeida.

vânia


Leio no Notas Musicais, do Mauro Ferreira - um dos insetos preferidos aí ao lado - que Leila Pinheiro gravou um disco inteiro dedicado às composições de Eduardo Gudin. Como se sabe, foi com uma música dele, Verde, que a cantora explodiu em um festival da canção.

Mas Mauro Ferreira não ficou muito seduzido não.
E ao falar da regravação de Paulista, cita a bela gravação de Vânia Bastos para essa canção inspirada.

Detesto quando ouço alguém dizer que uma gravação é definitiva, como dizem ser definitivas algumas gravações de Elis, Gal ou Bethânia. Não concordo com isso não. É claro que tem registros de uma mesma música mais belos que outros, e outros até equivocados. Mas adoro quando um intérprete faz uma nova leitura de uma música. Marina Lima então é craque.

Mas no caso de Paulista, é realmente difícil pensar em outra interpretação mais linda que a de Vânia Bastos - que aliás, é casada com Gudin. Pelo menos nunca ouvi uma melhor.

Vânia Bastos é uma intérprete curiosa.
Dona de bela e límpida voz, nem sempre acerta a mão em seus discos.

Se há os belos, como o que ela interpreta o lado B de Caetano Veloso, e o só de composições assinadas por mulheres, há equívocos como o do repertório do Clube da Esquina.

Mas quando ela acerta mão em interpretações de uma ou outra música, fica realmente difícil não lembrar desses seus registros.

E a de Paulista é assim.
Como também é a Canta, Canta Mais, de Tom e Vinícius.

Duas maravilhas.


série grandes livros (5)


A literatura brasileira é um prodígio, afinal temos GIGANTES como Machado de Assis, João Guimarães Rosa, José de Alencar, Clarice Lispector, Jorge Amado, Cécília Meirelles, Lygia Fagundes Telles e Manuel Bandeira.

Mas se há um escritor que me fascina em toda a sua obra, esse nome, com certeza, é Graciliano Ramos.

Graciliano tem uma escrita seca, direta e inteligente.
E um de seus livros do meu coração é esse aí ao lado.

São Bernardo conta a história de Paulo Honório e Madalena.
E, com isso, conta uma história de todo o país e que é também de todos nós.

Obra-prima.

siba e a fuloresta


Raramente paro na TV Brasil, pois quase nunca encontro algo que me interesse quando estou zapeando.

Mais agorinha foi diferente.

Estava passando um programa de nome Som na Rural e a banda que se apresentava me chamou atenção de cara. Trata-se de Siba e a Banda Fuloresta.

Ele, que foi um dos fundadores da Mestre Ambrósio, está maravilhoso com essa banda de senhores. Siba fica no canto, no apito e na dança, além de ser o maestro de músicos que tocam instrumentos como trombone e ganzá.

Uma beleza.

terça-feira, 24 de março de 2009

série deusas (21)


Jeanne Moreau.



Nu!!!

duas vezes palma


Enquanto o Brasil corre enlouquecidamente para ganhar um Oscar, um prêmio sabidamente de indústria, os únicos filmes que têm a ver com o Brasil que ganharam o prêmio máximo no mais importante festival de cinema do Mundo - a Palma de Ouro do Festival de Cannes - continuam a ser esnobados.

Estou falando de Orfeu Negro, dirigido pelo francês Marcel Camus, mas rodado no Brasil e com história brasileira - adaptada de peça de Vinicius de Moraes (Orfeu da Conceição). O filme levou a Palma de Ouro em 1959, portanto são 50 anos do feito.

O outro é O Pagador de Promessas, genuinamente brasileiro, dirigido pelo GRANDE Anselmo Duarte e adaptado de peça de Dias Gomes, vencedor do Palma em 1962.

Eu sempre gostei dos dois.

Ao contrário da atualização feita do primeiro pelo muitas vezes GRANDE Carlos Diegues - A Grande Cidade, Bye Bye Brasil, Xica da Silva, Chuvas de Verão, O Maior Amor do Mundo - batizado apenas de Orfeu, que é um dos piores filmes do cineasta.

O Brasil é mesmo assim.