sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

alice e aline



Elas têm nomes parecidos, suas tramas são situadas em São Paulo, e são duas das melhores atrações que a televisão exibiu em 2008:

- A série Alice, da HBO, e o especial Aline, da Globo.

Curiosamente, todas as duas atrações têm gente de cinema em posto-chave.

Alice é um projeto que reúne nomes como os cineastas Karim Ainouz, Sérgio Machado e Felipe Bragança.

Já Aline, foi dirigido pelo cineasta Maurício Farias.

Alice é centrado na personagem da atriz Andréia Horta, que brilha em um elenco espetacular - Regina Braga, Denise Weimberg, Walderez de Barros, Juliano Cazarré, Gabriele Lopes.

Já Aline é personificado com leveza por Maria Flor, que divide a cenas com seus dois amigos e namorados interpretados muito bem por Pedro Neschling e Bernardo Marinho - mais ótimas participações de Daniel Dantas e Malu Galli.

A melhor notícia é que Aline vai virar mesmo série nesse ano, e já há negociações para uma segunda temporada de Alice.

Êba!

série grandes atores (4)


Sergio Hingst.


É impressionante a disponibilidade que esse ator tinha para o cinema - era essencialmente cinematográfico e fez mais de 100 filmes.

E melhor, sempre de forma impecável.

Sergio Hingst trafegou por diferentes fases do cinema nacional e atuou em filmes de cineastas das mais diversas linhagens - Vera Cruz, Cinema Marginal e Pornochanchada; Walter Hugo Khouri, Rubem Biáfora, Ozualdo Candeias, Carlos Coimbra, Cláudio Cunha, e muitos outros.

Na foto, com a deusa Kate Hansen em A Noite das Fêmeas, de Fauzi Mansur.

chapar o melão


O fim de semana promete.
Desde criança gosto de carnaval, e a programação está perfeita.

Hoje tem o tradicional Baile dos Artistas, que acontece há cerca de 20 anos, mas como uma das organizadoras morreu, correu risco de não acontecer. Eu já vou há uns 10.

Amanhã tem a Banda Mole, também tradicionalíssima em BH. Ainda que esteja ficando menos interessante a cada ano e ter diminuído seu trajeto - é carnaval de rua, com trio elétrico - acho impossível não ir.

E para completar, ainda amanhã terá também mais um edição da Festa Ploc, dessa vez com Gretchen, Simmony, Paquitas e Blau Blau - não perco de jeito nenhum.

contratempo


Entrou em cartaz hoje Contratempo, estréia na direção em longas da atriz Malu Mader, que co-dirige com Mini Kert, da Conspiração Filmes.

Ainda que não haja maiores achados cinematográficos, a força em Contratempo está na concepção, em derivar-se do grupo, que é a orquestra - o filme é sobre jovens músicos do projeto social Villa-Lobinhos, no Rio de Janeiro -, para as histórias individuais.

Tá, essa escolha não deixa de ser óbvia, mas é aí que as diretoras se deram bem, porque as histórias dos garotos são sensacionais - e dentre eles têm os gêmeos, sendo que um deles é uma peça, é naturalmente engraçado; um outro que foi adotado por um francês, para depois ser abandonado novamente - é o que mais me impactou (ainda que ele, e nem o filme, jamais transformem isso em melodrama); e um ex-aluno do projeto em que o drama e o riso se equilibram.

Malu Mader contou na entrevista na última Mostra de Cinema de Tiradentes, em janeiro, que sempre quis dirigir um filme, e que Tony Belloto, seu marido, vivia lhe avisando "olha, você já chegou aos 30 anos", "olha, você já chegou aos 40".

Malu contou também que a vontade maior era dirigir ficção - fez isso em um curta de quatro minutos com Thiago Lacerda e Dayse Lucidi, mas quer mesmo é fazer um longa.

Tomara que consiga, pois a paixão é verdadeira - a cada momento em que se alongava sobre a nova carreira, seu rosto se iluminava.

Já disse aqui também que ela foi maravilhosa com a imprensa em Tiradentes, né? Foi profissionalíssima, atenciosa e sem ser arrogante ou subserviente. Vocês podem até dizer "mas é obrigação"; mas digo-lhes com 20 anos de jornalismo nas costas "quase nunca é assim".

Malu Mader está agora para mim ao lado de Glória Pires no grupo em que considero show de bola - tive a oportunidade de trabalhar com a Glória e também fiquei fascinado pela maravilha que ela é, além da ótima atriz que todos já conhecem.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

série grandes filmes



Paisagem na Neblina,
de Theo Angelopoulos.

De doer de tão bonito.

E a melhor definição foi da crítica Susana Child, na época do lançamento:
"Em Paisagem na Neblina,
o abraço tem o tempo de um abraço".

Voula, Orestes e Alexander.

Inesquecíveis!

a nível de


Já me perguntaram o porquê do nome Insensatez.
Pois aí vão algumas possibilidades:


1 - Desde que criei o blog, já sabia que ia misturar Tiririca com Romy Schneider, com Lacraia, com Bergman, com Isabelle Adjani, com Vanusa...
Sou MESMO caldo de tudo isso.

E daí já adivinhava que alguns iam dizer:
- Nossa, que mistureba, que lesado!
E eu que não vejo insensatez nenhuma nisso, racho os bicos.


2 - Mas ainda pensando numa possível insensatez.
Não sou contra o politicamente correto, acho que as pessoas têm mesmo que dizer abuso sexual de crianças e não prostituição infantil - afinal, crianças são abusadas, não têm tal poder de decisão.
Mas ainda assim, as pessoas estão caretas demais, sensatas demais, hipócritas demais, blasês demais.

Por isso, prefiro enfiar um tanto de Dionísio nesse falso banquete Apolíneo.


3 - Foi incontornável a derivação insetos de insensatez.
Para quem acha insensato, eu pergunto:

- nós todos dos blogs, polvos, passarins, kinos e etc não ficamos mesmos feitos insetos em volta dessa lâmpada fugidia que é a cultura? - esses outros mais no cinema, e aqui num verdadeiro caldeirão das massas.
Isso tudo não é por demais insensato?


4 - E de quebra, Insensatez (Tom e Vinícius) é minha música predileta de toda a MPB.
A tenho em várias versões em casa: com o Tom, Gal, Nara, Sting, Clara, Takai, Vaughan, Roberto, Nana, Emílio, Sinatra...

série deusas (5)


Nastassja Kinski.



Nu!!!