quinta-feira, 25 de março de 2010

serie grandes damas da tv (49)


Eloisa Mafalda.




Salve Salve!

quarta-feira, 24 de março de 2010

longas brasileiros em 2010 (66)


Filmes brasileiros assistidos ou revistos em 2010 no cinema, no DVD e na televisão.
(em 2009 - 315 filmes)

066 - Excitação (1977), de Jean Garret ****

Dirigido por um dos maiores cineastas brasileiros, Jean Garret, Excitação é filme que cresce muito em revisão. E por ser cinema de gênero, essa qualidade salta aos olhos, pois ainda que saibamos como a trama de desenrola, o interesse permanece em crescente. Kate Hansen sai do sanatório e muda-se com Flávio Galvão, o marido, para uma casa de praia quase totalmente isolada. Lá, eles têm como vizinha Betty Saddy, que recebe inesperadamente a visita para ficar da prima Zilda Mayo. Enquanto Kate parece enlouquecer às voltas com eletrodomésticos como aparelhos de TV, de som, liquidificador e ventilador que insistem em atazaná-la, os vizinhos confabulam, encontram-se e se roçam à noite na areia. Aliás, genial a cena do ventilador, pois quem já não quis enfiar a mão em um, como se refizessemos em inconsciente consciente a descoberta infantil de que fogo queima? Com argumento e roteiro de Garret e de Ody Fraga, os diálogos de início são um tanto empolados, mas depois entram no tranco. E Garret, com a fotografia sensacional de Carlos Rechenbach - Prêmio APCA, também para a música de Beto Strada - cria cenas de puro deleite de direção. Algumas delas como a transa na água entre Betty e Galvão, que depois de diálogos inacreditáveis e inverossímeis, protagonizam cena de pura beleza e tesão. E também o ataque de Kate à empregada Liana Duval, que parece coreografado de tanto efeito eficaz e impactante. Kate Hansen mais uma vez está belíssima, e ao ser dirigida por cineastas do porte de Walter Hugo Khouri, em As Deusas; Alfredo Sternheim, em Mulher Desejada; e esse Excitação, de Garret, mostra porque é uma das maiores deusas do cinema brasileiro, e, sobretudo, da Boca do Lixo. Além disso ainda tem mais duas beldades: a altiva Betty Saddy; e o furacão Zilda Mayo em inicinho de carreira.

Cotações:
+ruim
* fraco
** regular
*** bom
**** muito bom
***** ótimo

terça-feira, 23 de março de 2010

serie deusas (112)


Emmanuelle Béart.





Nu!!!

longas brasileiros em 2010 (65)


Filmes brasileiros assistidos ou revistos em 2010 no cinema, no DVD e na televisão.
(em 2009 - 315 filmes)

065 - Vingança (2008), de Paulo Pons **1/2

Até quase a metade de Vingança, a gente fica sem saber quem são aqueles personagens e quais são suas intenções e funções na trama. E esse é o grande mérito do roteiro - e também da direção - que também é assinado pelo diretor, o gaúcho Paulo Pons. No início, vemos Bárbara Borges encontrada violentada à beira de um rio, e Eron Cordeiro viajando de ônibus e desembarcando no Rio de Janeiro. Sabemos que ele está sendo vigiado e que ele também vigia Branca Messina, uma jovem despudoramente atrevida. Mais que isso, o filme só vai revelando aos poucos. E, paradoxalmente, é quando as cartas vêm para a mesa, que muito do interesse instalado em quem está do lado cá vai se esvaindo. Mas não fica desinteressante não, sobretudo pelas presenças de Eron Cordeiro e Branca Messina (foto). Ainda que seus personagens não sejam muito bem construídos pelo roteiro, os atores conseguem dar veracidade para eles em suas entregas. Principalmente Branca Messina, bela e talentosa atriz que precisa ser olhada mais de perto. Pena que no andar da carruagem esse Vingança vai perdendo fôlego, como nos estereotipados personagens de José Abreu e Emiliano Ruschel, pai e filhos gaúchos no sentido folclórico do termo. E é claro que há pais e filhos assim - e não só nos coronéis do nordeste como estamos acostumados - mesmo porque eles são agentes da trama. Mas ainda assim é ponto fraco do filme essas aparições. Vingança é filme de estreia que prende a atenção, o que não é pouco. E é cinema de gênero, estilo de filme que já rendeu maravilhas na história do cinema brasileiro e que é sempre bem-vindo.

Cotações:
+ruim
* fraco
** regular
*** bom
**** muito bom
***** ótimo

segunda-feira, 22 de março de 2010

longas brasileiros em 2010 (64)


Filmes brasileiros assistidos ou revistos em 2010 no cinema, no DVD e na televisão.
(em 2009 - 315 filmes)

064 - Gabriela (1983), de Bruno Barreto **1/2

Até a década de 1980, Bruno Barreto tem uma filmografia das mais interessantes, com filmes notáveis como Tati, a Garota (1973), A Estrela Sobe (1974), Dona Flor e seus Dois Maridos (1976), Amor Bandido (1978), O Beijo no Asfalto (1980), e Romance da Empregada (1988). Mas dos anos 90 para cá, principalmente depois de passagem por Hollywood - onde dirigiu o bacana Atos de Amor (1996) - seus filmes não fazem nem sombra à essa primeira fase. É como se Bruno antes fizesse filmes para seu quintal, e aí eles ficavam universais, e agora fizesse filmes com olhos estatelados para o mercado externo, mas nem aqui eles funcionam muito. Esse Gabriela parece já estar contaminado por isso. E aqui ainda há um desafio maior, pois se o público tende a comparar filme e livro, aqui ainda tem a novela, um marco da TV de todos os tempos - ainda mais que é a mesma Sonia Braga na pele da personagem de Jorge Amado, do livro, e de George Walter Durst, da novela. Gabriela, o filme, elimina muitos personagens, e não poderia mesmo ter sido de outra forma. Só que dos que restaram no roteiro de Leopoldo Serran, Barreto e Flávio Tambellini, há uma simplificação que tira toda a verdade de cada um deles e também de suas ações. A Malvina de Nicole Puzzi e o engenheiro de Nuno Leal Maia aparecem e desaparecem feito raios; o Mundinho de Flávio Galvão só faz discursos; o Tonico Bastos de Antônio Cantáfora tem pernas grossas, mas não tem o physique du role canastrão necessário; as disputas entre os coronéis vira cabo de guerra de meia dúzia de jagunços correndo pela praça; o Bataclan vira palco de dança sem o mínimo rastro do que o cabaré tem na história. E mesmo o casal central, Gabriela e Nacib, ficou entre a venda, a cama e os banhos de torneira, mas sem a pegada convicente. Marcello Mastroianni como Nacib está muito bem, e é notável suas falas em português bem menos macarrônico como poderia ser. Já Sônia Braga, apesar de linda linda linda, faz sua Gabriela um tanto no piloto automático, daí que já na primeira cena em que fala o famoso "que moço bonito", a gente já não acredita muito naquilo e nem na personagem. A trama, como se sabe, focaliza o encontro entre Gabriela, uma retirante da seca, e o comerciante Nacib, na Ilhéus da época dos mandos e desmandos dos coronéis e de suas disputas políticas à base da garrucha. Daí, um monte de personagens autenticamentes do universo de Jorge Amado transita por esse caldeirão de política, cabresto, sensualidade e fodas clandestinas. Mas do jeito que Bruno Barreto filmou o roteiro que também ajudou a escrever, ficou pouco dessa mistura e muito de uma busca pela sensualidade cosmética, que, infelizmente, não funciona. Ficam cenas plasticamente lindas na tela, mas muitas vezes sem um pingo de verdade. O que fica mais mesmo é a belíssima trilha sonora de Tom Jobim, muito bem acompanhado por Gal Costa.

Cotações:
+ruim
* fraco
** regular
*** bom
**** muito bom
***** ótimo

sábado, 20 de março de 2010

serie grandes cineastas (31)


Reginaldo Faria.



Patrimônio nacional.

sexta-feira, 19 de março de 2010

mãe


Ufa!!!

Quase uma semana sem passar por aqui, e por motivo preocupante.

Mas como dizem, depois da tempestade, a bonança!

Minha mãe vai para casa hoje, depois de 18 dias internada e, nos últimos dias, com passagem preventiva pelo CTI.

Se minha mãe sofre - e acho que é assim para quase todo mundo, e, segundo a lenda, sobretudo para os gays - meu mundo vira um caos.

E ela já não é mais nenhuma menininha, pois em maio faz 80 anos.

Mas, graças a Deus, o pior passou, e a vida volta ao normal.

A ela então!