quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

fenômeno


Impressionante!!!

Em três semanas, "Se Eu Fosse Você 2", de Daniel Filho, deve chegar aos 3 milhões de espectadores!!!

Todo mundo sabe de minha paixão pelo cinema brasileiro. Das chanchadas ao Cinema Novo, das pornochanchadas aos filmes dos Trapalhões.

E por isso a minha felicidade em ver a bilheteria tilintando para o cinema nacional.

Mas em Se Eu Fosse Você 2 afora o talento gigante de Tony Ramos - a ótima Glória Pires tem poucas chances, o que desagrada um tanto é o fato de o filme ser ruinzinho, ruinzinho...

Ao contrário de muita gente, prefiro, e muito, o primeiro filme.
Nesse 2 tem até umas passagens engraçadas, mas no geral é um péssimo roteiro.

cinema marginal brasileiro


O preço é salgado: 49, 90.
Mas o produto é irresistível: filmes do Cinema Marginal.

É a coleção de DVDs Cinema Marginal Brasileiro da Lume Filmes - em parceria com o Portal Heco, com mais de trinta filmes no catálogo: A Margem, Os Monstros de Babaloo (foto), Lilian M, Sem Essa Aranha, Meteorango Kid, Bang Bang, Perdidos e Malditos, e muitos outros.

E mais: vem junto um livreto com ensaios de feras como Inácio Araújo, Jean-Claude Bernadet e Ismail Xavier.

Oportunidade rara para conhecer, finalmente, muitos filmes mais lidos que assistidos.

Maravilhosa coleção!
A memória do Cinema Brasileiro agradece

série grandes cantoras


É claro que temos Roberto Carlos, Ney Matogrosso e Caetano Veloso. Mas o Brasil é mesmo o país das cantoras.
E elas não param de surgir.

Muitas estão por aí há algum tempo, mas ainda não descobertas pelo grande público.
Como essa beleza que é Eliana Printes.

Adoro os discos dela e tive a oportunidade de assistir, recentemente, ao show que ela fez em BH - em primeira vez que veio à capital.

Além de GRANDE cantora e de ótimo repertório - é inclusive compositora, como da bela Se Chovesse Você (em co-parceria com Adonay Pereira e Elakin Rufino) que canta com o sensacional Chico César - é divertida e simpaticíssima.

Dentre tantas tiradas divertidas, contou que fez questão de conhecer a av. Amazonas, um das principais avendidas de BH, e tirar foto mostrando a placa - Printes é do Amazonas.

Merece ser mais conhecida.

para sempre moderno


Assistindo Elogio da Luz, da Paloma Rocha e Joel Pizzini sobre Rogério Sganzerla, um espanto renovado:
- O que é Helena Ignez, meu Deus?

É incrível como essa mulher e GRANDE atriz sempre foi moderna.

Em cada cena dela, todo um mundo muito particular e singularíssimo personificado em pura modernidade e beleza.

É assim como ver Brigitte Bardot e Adriana Prieto.
Outra deusas de universos distintos de Helena, mas tão modernas quanto.

série grandes novelas


Já não se faz novelas como antigamente...

Que delícia foi essa novela de Walter Negrão e Chico de Assis exibida na Tupi em 1977.

Vanusa e Ronnie Von faziam, claro, a Cinderela e o Príncipe; Kate hansen e Silvana Lopes as irmãs malvadas; e Elizabeth Hartmann a terrível madrasta.

A Cinderela de Vanusa varria a casa e cantarolava:
- Hoje é o dia mais feliz da minha vida
o meu nome é Cinderela, vivo em busca do amor...

Já a madrasta da maravilhosa Elizabeth Hartman vivia atrás do pombo de Cinderela e uma das irmãs, a de Silvana Lopes, tinha um bordão delicioso para se referir à irmã Cassandra de Kate Hansen:
- Cassandra é falsa!

Tenho o vinil até hoje, ainda que bem depauperado.

Muito delírio e anarquismo nessa inesquecível novela.
Tropicalismo puro.

hilda


Começou mais uma novela de Glória Perez, mas não me aventuro acompanhar não.

Mesmo porque há muito deixei de fazer isso, com exceções para as de Gilberto Braga e de Silvio de Abreu. Afora isso, dou uma olhada aqui e acolá, como fiz com a Flora.

Já fui noveleiro, e minha paixão sempre foi a Tupi. Globo, em minha época de infância e adolescência era como se fosse um mundo ao qual não pertencesse. E, mais que isso, que já identificava com um glamour cintilante, que seduzia os olhos, mas que me fazia voltar cada vez mais para a Tupi, que era onde me sentia em casa.

Ainda hoje, me recordo, em remota e fugidia lembrança, de ver a imagem da Pepita Rodrigues, com cabelos cacheados e louros no programa do Silvio Santos, ainda em tempos da Globo, e achar aquilo um mundo à parte.

E quando parava mesmo para ver a Globo, vi novelas que valiam a pena e muito distantes do xarope pouco criativo visto hoje. E aí estou falando de GRANDES novelas, como O Rebu, Saramandaia, Gabriela, e outras deliciosamente inconsequentes como Estúpido Cúpido e Guerra dos Sexos.

Gilberto Braga sempre foi um capítulo à parte - sua Dancin Days faz parte do imaginário da minha geração, a época da febre das discotecas - e tenho também predileção por Corpo a Corpo.

Mas foi na Tupi que vi novelas na linha de O Rebu da Globo, e que sempre me maravilharam: As Bruxas, Gaivotas, Casa Fantástica (seriado) e a inconsequente, deliciosa e anárquica Cinderela 77.

E como na Globo a paixão sempre foi Gilberto Braga - com interesse grande também para Silvio de Abreu; - além, claro, dos mestres Walter George Durst, Jorge Andrade e Dias Gomes, na Tupi o reinado sempre foi de Ivani Ribeiro: O Meu Pé de Laranja Lima, Mulheres de Areia, Nossa Filha Gabriela, Camomila e Bem Me Quer, A Barba Azul, Os Inocentes, A Viagem, O Profeta, Aritana.

Na atual Caminho das Indias não devo por os olhos. Ainda que Glória Perez tenha escrito uma das melhores minisséries já feitas:
- Hilda Furacao.
Ali sim, estava uma grande autora. Não desgrudei os olhos.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

cria cuervos


"Cria corvos e eles te arrancarão os olhos".

Esse provérbio, acho que espanhol, sempre me fascinou, na mesma medida em que sempre me assustou.
O Carlos Saura, inclusive, tem uma obra-prima com esse nome "Cria Cuervos", com a garota Ana Torrent e a então jovem - e esposa do cineasta na época - Geraldine Chapilin, ambas em estado de graça.

Mas volto ao provérbio porque é impressionante como, infelizmente, ele está mais em voga do que deveria.

Poderia, inclusive, somar a ele a frase:
"a mão que afaga é a mão que afoga".

Tristes tempos esses.
Falta ética e sobram profundo egoísmo e individualismo.

Mas sem problema, cada um encontra a roupa que lhe serve.
E essas, definitivamente, não servem para mim.