segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

procura-se


Há muito procuro pela Andrea Ormond.
Para quem ainda não sabe, ela é dona de um dos pedaços mais mportantes da net:
- 0 blog Estranho Encontro.

Pois é, Andrea tem um olhar delicioso e inteligente para o cinema brasileiro, sobretudo para o cinema popular.

Tudo bem que vez em quando nos divergimos completamente.
Quando, por exemplo, ela não gosta muito de um filme que adoro - e que para mim tem um dos finais mais acachapantes. Estou falando de Baixo Gávea, do Haroldo Marinho Barbosa, que está em post anterior como um dos filmes do meu coração.

Mas aí temos em comum a admiração pelo maravilhoso Os Imorais, do Geraldo Vietri, também alçado a filme do coração e com direito a mais um post homenagem ao Paulo Castelli.

Mas no geral, concordamos em muitos filmes. Na obra de Walter Hugo Khouri então, nem se fala. Ela adora. Eu também.

Andrea Ormond já foi entrevistada pelo meu site Mulheres do Cinema Brasileiro. E a entrevista, claro, foi show de bola.

Outro dia li no Mondo Paura que ela tinha chegado de Buenos Aires.

Daí fico entrando no blog Estranho Encontro hora sim e hora sim também.
Mas nada, ainda está lá o post de O Amor Está no Ar.

Portanto, quem souber do paradeiro dessa moça, favor dizer para ela não fazer isso com todos nós, amantes do cinema brasileiro e com uma queda especial para o cinema popular.

Volta Andrea!
O cinema nacional agradece.

série grandes atores


Paulo Castelli


Paulo Castelli é um excelente ator.

Brilhou em tudo que fez, como nos filmes Além da Paixão, de Bruno Barreto, e Jecão... Um Fofoqueiro no Céu, de Amácio Mazzaropi e Pio Zamuner.

Mas é sobretudo no belíssimo Os Imorais, de Geraldo Vietri, que atingiu o auge.
Que falta faz esse ator que, infelizmente, abandonou a carreira.

série aberturas, prólogos e sequências favoritas


Antônio Calmon é um GRANDE cineasta.
Adoro seus filmes dos anos 70, "Capitão Bandeira contra o Doutor Moura Brasil", ""O Bom Marido", "Terror e Êxtase", "Eu Matei Lúcio Flávio". ..
Pena que abandonou a carreira e virou um autor de novelas infinitamente aquém do seu talento - com exceção de "Vamp", que era deliciosa.

"Terror e Êxtase" tem um dos prólogos mais geniais do cinema brasileiro.
A maravilhosa atriz Gracinda Freire como uma bêbada sentada em um banco na praia em acachapante monólogo, culminando com um tiro na testa desferido pelo personagem de Roberto Bonfim.

Verdadeira aula de cinema.

frustração


Durante muito tempo meu sonho era ser carteiro.
Na década de 80 cheguei, inclusive, a me inscrever em um concurso, mas pouco antes da realização ele foi cancelado.
E isso não foi sonho remoto não.
Já agora nos anos 2000 voltei a pensar no assunto.
Ainda há pouco fui à porta atender o carro do correio e essa frustração voltou em cheio.
Que inveja do carteiro!
Gosto sempre de me reinventar e começar do zero.
Mas acho que nesse assunto meu tempo já passou mesmo.

domingo, 18 de janeiro de 2009

mulheres do cinema brasileiro


O Mulheres do Cinema Brasileiro começou 2009 em grande estilo:
- Perfis da atriz Misaki Tanaka e da cineasta Maria Augusta Ramos.
- Homenagens do editor do blog Diário de Um Cinéfilo,
Ailton Monteiro, para a atriz Denise Dummont; e do editor
dos blogs Kino Crazy e Indicação do Biáfora,
Sergio Andrade, para a atriz Selma Egrei.
- Destaques das mulheres que estarão presentes na
12ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

E vem aí uma entrevista com uma musa absoluta dos cinema
dos anos 70.
Aguardem!

do fundo do coração


Se me perguntam quais são os filmes-referência do
cinema brasileiro, eu respondo:
- Limite, de Mário Peixoto;
- Ganga Bruta, de Humberto Mauro;
- Deus e o Diabo na Terra do Sol e Terra em Transe,
de Glauber Rocha;
- Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos;
- A Hora e Vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos;
- São Paulo S.A, de Luis Sérgio Person;
- Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade;
- O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla.

É claro que eu amo todos esses filmes.

Mas se me perguntam quais são os filmes brasileiros do
meu coração, eu respondo:
- Terra em Transe, de Glauber Rocha;
- Matou a Família e Foi ao Cinema, de Julio Bressane;
- A Mulher de Todos, de Rogério Sganzerla;
- Samba em Brasília, de Watson Macedo;
- Fome de Amor, de Nelson Pereira dos Santos;
- O Império do Desejo e A Ilha dos Desejos Proibidos,, de Carlos Reichenbach;
- Palácio dos Anjos e Eros, de Walter Hugo Khouri;
- A Grande Cidade e Chuvas de Verão, de Carlos Diegues;
- A Casa Assassinada, de Paulo Cézar Saraceni;
- Eu Matei Lúcio Flávio, de Antonio Calmon;
- A Lira do Delírio, de Walter Lima Jr.;
- Os Imorais, de Geraldo Vietri;
- Toda Nudez Será Castigada, de Arnaldo Jabor;
- A Dama do Lotação e Os Sete Gatinhos, de Neville D´Almeida;
- Engraçadinha e Baixo Gávea, de Haroldo Marinho Barbosa;
- Romance da Empregada, de Bruno Barreto;
- A Hora da Estrela, de Suzana Amaral;
- Sonho de Valsa, de Ana Carolina;
- Meu Mundo em Perigo, de José Eduardo Belmonte.

geny na zingu!


A Zingu! é uma revista eletrônica indispensável.
A cada edição mensal, meu interesse por ela só
faz crescer.
E a minha alegria também, porque Matheus Trunk,
Editor-Chefe da revista, já me deu a honra de participar
como colaborador convidado em algumas edições.
Como nessa edição de janeiro/2009, em que a Zingu!
faz uma homenagem mais que merecida à grande atriz
e comediante Geny Prado.
Ainda bem que existe a Zingu! a olhar para esses grandes artistas
quase sempre esquecidos pela mídia burra e colonizada.